sexta-feira, 11 de maio de 2012

Epirogênese


Epirogênese é um conjunto de processos que resultam no movimento da crosta terrestre, no sentido ascendente ou descendente. Além disso, atinge vastas áreas continentais de forma lenta, ocasionando regressões e transgressões marinhas. Ela também pode ser definida como "Movimento Positivo" (vertical para cima) e "Movimento Negativo" (vertical para baixo), das placas tectônicas. É um movimento muito lento, e que não tem ligação com fortes ações tectônicas, como terremotos (a não ser formação de dorsais marítimas).
A epirogênese atinge áreas continentais formando arqueamentos, intumescências ou abaciamentos de grandes conjuntos geológicos. Os arqueamentos podem ser maiores num ponto e menores em outros, assim como podem haver levantamentos em um lugar e rebaixamentos em outros. A lentidão desses movimentos dificulta seu reconhecimento, carecendo-se também de um ponto de referência fixo que possibilite a mensuração de extensão do fenômeno.
As principais análises da epirogênese são feitas à beira do mar, porque, além de o nível do mar poder ficar fixo por muito tempo, seus movimentos de subida e descida já são bem conhecidos.
Os movimentos do nível do mar são chamados de eustáticos, podendo ser de dois tipos: de transgressão, quando o nível do mar se eleva sobre os litorais fixos, invadindo os continentes e de regressão, quando o nível das águas baixa sobre uma plataforma litorânea fixa. Em ambos os casos não houve epirogênese porque foi o nível do mar que se alterou. As causas da variação do nível do mar são conhecidas como: tectonismo marinho e modificações paleoclimáticas. Como pôde ser visto é grande a dificuldade de pesquisa dos movimentos epirogenéticos.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Pedogênese


Pedogênese ou formação de solos é o processo no qual determinado solo é formado, assim como suas características e sua evolução na paisagem
O modelo de 5 fatores  é o mais conhecido e difundido, podendo ser visto como um paradigma nas ciências da Terra após os estudos de Jenny
Neste modelo, baseado nos estudos pioneiros de Dokuchaev, é afirmado que e o solo e suas propriedades são ocasionado pelo clima, organismos, material de origem e tempo. Posteriormente, foi adicionado o relevo como um novo fator.
Clima - O fator mais importante. O clima engloba a noção de mudanças de temperaturas (que atuam no intemperismo físico sobre a rocha sã), precipitação, umidade e até mesmo na morfogênese local. Associa-se com a biomassa (determinando tipos de organismos que vivem sobre o solo) ou com o relevo, implicando os veios de água superficiais ou freáticos. O clima também varia conforme a escala, chegando até mesmo a modificar o solo por pequenas diferenças do relevo (por exemplo, se o solo está em uma vertente sob mais horas de Sol ou de precipitação) e vegetação (protegido da chuva e do Sol, sob uma copa de árvore, por exemplo).
Organismos - Organismos podem destruir o solo mecanicamente, abrindo poros, e quimicamente, criando ácidos. Pode, ainda mais, proteger o solo da atuação direta de chuvas e erosões.
Relevo - O relevo influencia nos caminhos de drenagem da água e no clima. Pode deixar o solo protegido de processos erosivos, como águas e ventos, assim como pode determinar microclimas. Geralmente, numa mesma vertente, há diversos tipos de solos associados entre si por transportes internos de matéria.
Material de origem - É a rocha matriz ou material sedimentar que origina o material do solo. Quanto mais jovem o solo, mais características manterá do material de origem. Posteriormente, com a constante atuação de efeitos externos, o solo transforma os minerais primários em secundários, geralmente argilas ou óxidos. A rocha matriz também é importante pois dependendo de sua resistência, influência no relevo da paisagem, assim como também no tempo da pedogênese (rochas mais duras demoram mais tempo para formar solos profundos).
Tempo - O mais abstrato dos fatores, porém não menos importante. Diz-se que um solo, conforme se passa o tempo, busca a "maturidade", ganhando profundidade e tendo alto teores de argila. Contudo, tal é dinâmica da pedogênese e da litosfera, implicando reciclagem de materiais e paisagens, solos dificilmente serão vistos como maduros, sendo esta noção critícada por alguns pesquisadores .
Processos da pedogênese
Os progressos que atuam sobre o solo foram estudados inicialmente por Simonson em 1959 e 1978. Diferente do modelo de Jenny (e não contraditório a ele), o modelo de Simonson foca-se muito mais nos processos do que nos fatores. É também visto como um paradigma dentro da Pedologia.
Neste modelo, o solo é pensado como um sistema e como efeito de dois passos: Acumulação de material de origem e diferenciação do material em horizontes (algo já observado desde os primódios da Pedologia).
Dessa forma, para explicar o motivo da diferenciação horizontal em um perfil de solo, acredita-se que nele há os processos de
Adição - Geralmente entrada de nova matéria mineral, matéria orgânica e água.
Remoção - Perda de material para fora do solo, geralmente por causa do escoamento da água.
Transporte/Translocação - É o transporte interno de elementos abióticos ou de origem biótica. O horizonte onde prevalece a perda, será chamado de horizonte eluvial. Naquele que prelavece a entrada, seria um horizonte iluvial
Transformação - Transoformação dos elementos, como minerais primários em secundários ou a solidificação de matéria orgânica.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Orogênese


A orogénese (português europeu) ou orogênese (português brasileiro) ou ainda orogenia é o conjunto de processos que levam à formação ou rejuvenescimento de montanhas ou cadeias de montanhas produzido principalmente pelo diastrofismo (dobramentos, falhas ou a combinação dos dois), ou seja, pela deformação compressiva da litosfera continental.
A orogenia pode ser convergenteee, quando há colisão de placas, ou divergente, quando ocorre separação das mesmas. A orogénese convergente traz como consequência a formação de dobramentos, cordilheiras ou fossas. Sua área de atuação é marcada pela ocorrência frequente de sismos e pela presença abundante de vulcões.
Quando os dobramentos datam de uma era geológica recente, (Era Cenozóica) como os Andes, são considerados modernos, e quando datam de uma era geológica antiga, (pré-Cambriano, por exemplo) como o Escudo das Guianas, são considerados escudos ou maciços antigos.
As fossas, por sua vez, são formações recentes, datadas do Cenozóico, por exemplo a Fossa das Marianas. São formadas quando, na colisão, uma placa desloca-se para baixo da outra, criando o que costuma-se chamar de Zona de Subducção ou Zona de Benioff. Caracterizam-se por representarem as áreas mais profundas do planeta, por estarem em contacto directo com a astenosfera e por sua grande instabilidade tectónica.
Já a orogénese divergente é responsável pela formação das dorsais , que (em linguagem não técnica) são "cordilheiras submarinas" cujos picos formam ilhas que em sua maioria apresentam intensa atividade vulcânica.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Zonas climáticas por altitude

As Zonas Climáticas por Altitude descrevem na Ecologia e na Geobotânica a manifestação da Flora e da Fauna de uma região em relação a sua altitude, são as faixas compreendidas entre as linhas dos Paralelos.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Taiga


A Taiga, do (russo тайга́), também conhecida por floresta de coníferas, ou ainda floresta boreal, é um bioma comumente encontrado no norte do Alasca, Canadá, sul da Groelândia, parte da Noruega, Suécia, Finlândia, Sibéria e Japão. No Canadá, usa-se o termo floresta boreal para designar a parte meridional desse bioma, e o termo taiga é usado para designar as áreas menos arborizadas a sul da linha de vegetação arbórea do Ártico. Em Portugal e no Brasil, o termo taiga é geralmente usado para designar as florestas russas, enquanto que se usa floresta boreal ou floresta de coníferas para as dos restantes países.
Nela, os abetos e os pinheiros formam uma densa cobertura, impedindo o solo de receber luz intensa. A vegetação rasteira é pouco representada. O período de crescimento dura em média 8 meses e as chuvas são pouco frequentes.
Trata-se da zona mais setentrional em que as árvores e as espécies que delas necessitam podem sobreviver. É uma região biogeográfica subártica setentrional e seca, na qual as formas de vida vegetal principais são larícios, abetos, pinheiros e espruces, que estão adaptadas ao clima frio. Também ocorrem algumas árvores de folha larga, nomeadamente vidoeiros, faias, salgueiros e sorveiras. Os pauis e as plantas a eles associadas também são comuns nesta zona, que ocupa a maior parte do interior do Canadá e do norte da Rússia.
A taiga assemelha-se à tundra, porém tem um tipo de vegetação um pouco mais rico.

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